Muitos pacientes não melhoram ou tem melhora pequena mesmo com medicação adequada e bom acompanhamento.
Olhando com mais cuidado são pacientes que passaram por situações traumáticas, principalmente na infância.
Na primeira infância nosso cérebro está em formação e extremamente vulnerável a qualquer agressão, que podem ser físicas, porém também ocorrer como “micro agressões” : rejeição, maus tratos, negligência, humilhação.
Através do contato com o nosso primeiro cuidador (pais, avós, familiares próximos) passamos a entender o mundo como lugar seguro e com afeto ou perigoso, onde devo ficar hipervigilante.
Esse estado de alerta nos acompanha na vida adulta, podendo gerar crises de ansiedade, medos “sem razão” aparente, padrões de comportamento auto sabotadores.
Ao ajudar o paciente a acessar suas memórias sem julgamento, com acolhimento e curiosidade (sobre o que aquela criança vivenciou) podemos construir espaço para segurança e assim ressignificar situações.
Assim, gradualmente, com psicoterapia e farmacologia trabalhando juntas a melhora dos sintomas vai se estabelecendo.
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